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  EVACUAÇÕES COM SANGUE. O QUE PODE SIGNIFICAR ISSO?

O sangramento ao evacuar nunca é normal, mas não significa obrigatoriamente que seja decorrente de uma doença grave. Na maioria das vezes, o sangramento tem como causa as doenças corriqueiras da região ano-retal como as hemorróidas e as fissuras anais, mas também pode originar-se de doenças dos intestinos, como os pólipos, os tumores e as doenças inflamatórias. Para a maior parte dos pacientes o diagnóstico pode ser facilmente esclarecido numa consulta com o proctologista. A colonoscopia (exame endoscópico do intestino) poderá ser indicada em algumas situações, mas nem todos os pacientes que sangram precisam ser submetidos a esse exame. O sangramento pelo ânus nunca deve ser subestimado, por mais simples que pareça. Um médico especialista de confiança deve ser procurado e a auto-medicação não é uma atitude recomendada.

 
  COMO É FEITO O “EXAME PROCTOLÓGICO”?

O preconceito que se criou em relação ao “exame proctológico” é infundado e há muitas informações equivocadas passadas de boca-em-boca. O “exame proctológico” é um exame simples feito pelo médico proctologista e dura poucos minutos. Habitualmente o exame é realizado com o paciente “deitado de lado” e consiste na avaliação externa da região anal, no toque retal e na anuscopia. O exame não é doloroso, provoca apenas ligeiro desconforto e permite a pesquisa de tumores do reto e da próstata, a avaliação dos músculos ano-retais (“esfíncteres”), a avaliação da doença hemorroidária, entre outras coisas.

 
  COMO É FEITO O EXAME DE COLONOSCOPIA?

A colonoscopia é feita pela introdução, através do ânus, de um aparelho flexível que consegue “enxergar” o intestino “por dentro”. Trata-se de um exame muito útil para o diagnóstico das doenças intestinais, especialmente para o diagnóstico diferencial das causas de sangramento. Para a sua realização, é necessário que seja feito um preparo intestinal rigoroso, com laxantes potentes e dieta adequada. Habitualmente, a colonoscopia requer uma sedação anestésica realizada por um médico anestesista e, nessas circunstâncias, é totalmente indolor para o paciente. O exame poder ser seguramente realizado em regime ambulatorial, desde que a clínica atenda as exigências da Vigilância Sanitária.

 
 
  QUAIS OS “RISCOS” DE UMA COLONOSCOPIA?

A literatura mundial considera a colonoscopia um dos procedimentos invasivos mais seguros na medicina. Embora já tenham sido descritas complicações como a perfuração intestinal e o sangramento, a sua incidência é extremamente baixa e é mais frequente quando se realiza as “polipectomias” (retirada de pólipos). Os riscos potenciais associados à sedação anestésica são também raros (0,2% dos casos) e têm relação direta com a idade, as doenças associadas (doenças cardíacas, pulmonares, etc) e com o período de jejum. A broncoaspiração (aspiração nos pulmões de líquidos provenientes do estômago) poderá ocorrer em pacientes que não respeitarem o período de jejum recomendado (pelo menos 3 horas). Outras complicações incluem a depressão respiratória e reações adversas às medicações (alergias, náuseas, etc). O anestesista está preparado para tratar essas intercorrências prontamente.

 
  COMO É FEITO O EXAME “DA PRÓSTATA” E A PARTIR DE QUE IDADE ELE DEVE SER FEITO?

Os homens devem fazer o “exame da próstata” a partir dos 45 anos. Quando houver antecedente familiar de câncer de próstata, o primeiro exame deve ser feito aos 40 anos. A avaliação clínica da próstata é feita através do “toque retal”, exame indolor que dura poucos segundos e provoca apenas um pequeno desconforto. O “toque retal” permite a avaliação do tamanho da glândula e o diagnóstico de “caroços” (nódulos) que podem levar a suspeita de câncer. O exame de sangue, chamado PSA, é um exame útil, mas não substitui o toque retal. Em casos selecionados, o médico poderá solicitar outros exames adicionais, como o ultrassom da próstata ou a biópsia.

 
  É POSSÍVEL FAZER A “PREVENÇÃO DO CÂNCER DO INTESTINO”?

O câncer colo-retal (“do intestino”) é hoje o 4º. tumor mais frequente do ser humano, perdendo apenas para o câncer de mama, de próstata e de pulmão. Embora alguns tumores possam ter um caráter hereditário, a maioria deles está relacionada aos hábitos de vida, especialmente alimentares. A melhor “prevenção” para esse tipo de câncer é a adoção de hábitos de vida saudáveis, especialmente a ingestão de dieta rica em fibras, o consumo restrito de carne vermelha e gordura animal e a prática regular de exercícios físicos. A pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSO) é um exame útil nos indivíduos abaixo de 50 anos, mas é um exame sujeito a falhas. Acima dos 50 anos, se for possível, recomenda-se a realização de uma “colonoscopia preventiva”, mesmo para os pacientes que não tem qualquer queixa. A colonoscopia permite o diagnóstico e a retirada de pequenas lesões, os “pólipos”, que habitualmente não causam qualquer sintoma. Os pólipos são considerados lesões pré-cancerosas; a sua remoção durante a colonoscopia impede que essas lesões se transformem em câncer após alguns anos.

 
  A “PRISÃO DE VENTRE” PODE SIGNIFICAR ALGUMA DOENÇA MAIS GRAVE?

A “constipação intestinal ou prisão de ventre” é um problema que aflige grande parte da nossa população, especialmente as mulheres. Na maioria das vezes, o problema está relacionado a ingestão de pouca quantidade de fibras na dieta e a ingestão de pouca água. Raramente, no entanto, pode representar um sintoma de uma doença sistêmica (como o hipotireoidismo, por exemplo) ou alguma dificuldade da passagem das fezes pelo intestino. O paciente que evacua com dificuldade ou com frequência menor do que 2 ou 3 vezes por semana, deve procurar um médico especialista para que as queixas sejam devidamente avaliadas. A alternância de períodos de “prisão de ventre” e diarreia, sem causa aparente, deve ser investigada, especialmente em pacientes acima de 50 anos.

 
  O QUE SÃO “HEMORRÓIDAS”

As hemorroidas são dilatações varicosas do canal anal que tem como principais sintomas a dor, o sangramento e o “prolapso” (projeção externa) de mamilos pelo ânus. A maioria dos pacientes portadores de hemorroidas conseguem “conviver” com a sua doença, adotando hábitos de vida simples, como dieta rica em fibras e a higiene adequada da região anal após as evacuações. Quando muito sintomáticas, as hemorroidas podem exigir tratamento cirúrgico e muitos pacientes podem se beneficiar de técnicas cirúrgicas mais modernas e menos dolorosas. .

 
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